MRR e ARR: o que é, como calcular e 3 estratégias para aumentar

May 28, 2021
0 minute read

Uma das principais métricas, que deve ser acompanhada por qualquer empresa, mas que é ainda mais importante para o segmento SaaS (Software as Service) é o MRR. A sigla vem de Monthly Recurring Revenue e pode ser traduzida como “receita recorrente mensal”. 

De uma forma simples, é possível dizer que o MRR é um cálculo feito com base no valor pago pela assinatura.

Muitas vezes, o MRR é confundido com o ARR, que é a sigla de Annual Recurring Revenue. Esse termo pode ser traduzido como “faturamento recorrente anual”. 

Se você quer aprofundar mais o seu conhecimento sobre essas métricas, chegou a hora! Vem ler tudo neste artigo.


























O que é MRR (Receita Recorrente Mensal)?



O MRR é a métrica de receita recorrente mensal e costuma ser usada para obter uma previsão mensal de ganhos por empresas que trabalham com assinatura.

Embora esse tipo de negócio seja comumente ligado à prestação de serviço, como é o caso dos streamings, também há muitas empresas que trabalham com produtos no modelo de assinatura.

É o que acontece, por exemplo, em negócios que vendem box ou até quem entrega os kits de frutas e verduras semanalmente na casa do cliente. 

Seja qual for o caso, o MRR acompanha os ganhos mensais e colabora para fazer uma previsão de quantos assinantes novos surgirão. Assim como identifica o número de cancelamentos a empresa costuma receber todos os meses.

Com esses dados, é possível fazer uma previsão não apenas dos ganhos, mas também da necessidade de estoque. 

Isso, sem contar que o gestor que tem acesso a um MRR bem calculado também consegue analisar o crescimento da empresa, bem como identificar as melhorias que podem ser feitas para minimizar os cancelamentos e conquistar mais clientes.  

Por que o MRR é importante para a empresa?

MRR consegue reunir as áreas financeira e estratégica, sempre ajudando a avaliar o potencial de crescimento da instituição. Na gestão de empresas de SaaS, o acompanhamento do MRR é praticamente essencial.

Afinal, é essa métrica que permitirá ao gestor ter uma visão geral do negócio e definir as possibilidades de ganhos para o próximo ano. 

Como esse tipo de empresa atua com assinaturas, a única maneira de avaliar o crescimento do último semestre é calculando o MRR. Uma vez que ele seja calculado corretamente, essa métrica oferece benefícios como, por exemplo:

  • entender a sazonalidade do negócio e se preparar para períodos nos quais costuma haver quedas no número de assinantes;
  • prever o faturamento dos próximos meses ou anos;
  • identificar qual é o pacote que mais fideliza clientes, ou seja, em qual tipo de assinatura a pessoa permanece por mais tempo;
  • ter segurança ao saber o valor mínimo que será recebido, tendo como base os clientes com assinaturas e contratos ativos;
  • os dados podem também ajudar a embasar estratégias para atrair e fidelizar clientes;
  • melhorar a tomada de decisão, já que é possível definir o mínimo que será faturado nos próximos meses.

Como calcular o MRR

O cálculo do MRR consiste em multiplicar o número de clientes pelo valor da mensalidade.

Entretanto, é importante ter cuidado quando a empresa tem mais de um plano de assinatura. Nesse caso, o MRR deve ser calculado, primeiramente, de acordo com o valor da assinatura e depois somado. 

fórmula do MRR

Imagine que a sua empresa possui apenas um tipo de assinatura, que custa R$30,00 mensais. Atualmente, ela tem 100 clientes. Assim, o cálculo do MRR dessa empresa ficaria:

MRR= 30 x 1000

MRR = 30.000

Já no caso de uma empresa que tem dois planos de assinatura, por exemplo. Um deles custa R$30,00 e o outro R$80,00. Cada um dos planos tem 100 assinantes. Dessa forma, o cálculo ficaria:

MRR = 30 x 100 + 80 x 100

MRR = 3000 + 8000

MRR = 1200

O que é ARR?

A métrica ARR, também chamada de Faturamento Recorrente Anual, estima o valor anual que a empresa vai receber. Para isso, se baseia no MRR, que é a receita mensal. 

Quando calculado todos os anos, o ARR permite que a empresa crie um histórico e compare o faturamento de um período para o outro.

Também possibilita que faça uma previsão de ganhos para os próximos 12 meses. Dessa forma, consegue identificar possíveis quedas e buscar por soluções para esse problema. 

Além disso, permite descobrir se as metas estão sendo atingidas e se a empresa SaaS tem uma vida financeira saudável. De forma resumida, a diferença entre MRR e ARR é que a primeira acompanha o negócio mês a mês e a segunda ano a ano.

Como calcular o Faturamento Recorrente Anual?

O cálculo do ARR é simples e rápido. Basta você pegar o valor do seu MRR atual e multiplicar por 12 (número de meses). Assim, a fórmula será:

como calcular o faturamento recorrente anual

Qual o MRR ideal para a empresa

Só a sua empresa pode ser parâmetro do próprio MRR. Assim, o ideal é que o MRR aumente progressivamente mês a mês

Afinal, isso sugere que o negócio ganhou mais receita  do que perdeu. Além disso, o mais adequado é que o MRR seja maior do que o valor perdido pelo cancelamento de assinaturas. 

Quando a taxa de cancelamento é maior do que a de manutenção de clientes, é preciso ser rápido e ver o que não está bem. Pode ser desde um problema com a prestação de serviços, até algo que abalou a imagem da marca.

Como o MRR impacta no CAC

O CAC é o custo de aquisição do cliente, ou seja, quanto a empresa investiu para atrair aquela pessoa para o seu negócio. Quando a assinatura é mensal, o mais indicado é que o valor do CAC seja menor do que uma mensalidade.

Isso vai garantir que a empresa não tenha prejuízo ao investir mais em marketing do que ter retorno dado pelo consumidor. Dessa forma, é preciso considerar o tempo médio que as pessoas permanecem com a assinatura ativa. 

Vamos retomar o exemplo anterior em que a sua empresa oferece um plano de assinatura e cobra R$30,00 mensais de assinatura. Seu cliente pode cancelar o serviço quando quiser.

Se o valor do CAC for de R$35,00 e a média de tempo que esses novos clientes ficam no serviço seja de um mês, a sua empresa está tendo prejuízo. Pois, está gastando mais para conquistar um consumidor do que ele dá de retorno.

Por outro lado, se essa mesma empresa tiver como média de permanência em assinatura de três meses, um CAC de R$35,00 passa a ser aceitável, embora possa ser melhorado. Já no caso do contrato anual, essa margem fica maior, visto que passa a ser certeza de que por um ano o consumidor gerará lucro para o empreendimento.


03 dicas para aumentar o MRR e impactar no ARR

receita recorrente mensal

Todas as medidas que aumentem o MRR, naturalmente, impactam o ARR positivamente. Veja algumas dicas de como fazer isso. 

1 - Cuidado com a assinatura grátis



Uma das maneiras de aumentar o MRR com certa rapidez é passando a cobrar assinatura. É fato que a maioria dos produtos novos oferecem aquele pacote gratuito, que ajuda a atrair novos clientes e até a conquistá-los. Entretanto, muitas vezes, essas pessoas não geram dinheiro diretamente.

Uma boa oportunidade caso você ofereça freemium é limitando o prazo do uso gratuito. Ofereça, por exemplo, uma semana gratuita para que o cliente teste e, depois disso, comece a cobrar a mensalidade.

2 - Dê um bom desconto na assinatura anual, mas suba a mensal



Essa é uma estratégia que parece óbvia, mas não é. Claro que se você subir o plano mensal, o seu MRR vai aumentar. 

Entretanto, se você subir o pacote pago por mês e mantiver o preço atual para quem assinar anualmente, acaba induzindo o cliente flutuante a fechar uma assinatura anual

O argumento de economia é muito bom para quem cancela o plano várias vezes ao longo do ano e pode perceber que compensa ficar com o serviço direto. 

Como dá pra perceber, essa estratégia impacta tanto no MRR quanto no ARR. Isso cria uma estabilidade de rendimento para a empresa. 

3 - Amplie a variedade de planos

Se a sua empresa tem um plano completo e um básico, fazer um intermediário pode ser uma boa opção.

Calma, você não precisa investir muito no seu serviço para oferecer novos planos. Basta contar com soluções white label que simplificam e reduzem o custo de inovação em sua empresa.

Assim, o cliente pode ter vários estágios dentro da jornada de compra da sua empresa. Ele pode estar no básico e precisar de mais ferramentas, mesmo sem ainda poder adquirir o pacote completo.

Ajudá-lo a migrar progressivamente vai aumentar proporcionalmente o seu MRR.

Gostou das dicas? Então acompanhe o nosso blog e aproveite para  experimentar o free trial da plataforma white label.


Como a Surfe Digital cresceu resultados com a Duda

Did you find this article interesting?


Thanks for the feedback!
By Shawn Davis April 1, 2026
Core Web Vitals aren't new, Google introduced them in 2020 and made them a ranking factor in 2021. But the questions keep coming, because the metrics keep changing and the stakes keep rising. Reddit's SEO communities were still debating their impact as recently as January 2026, and for good reason: most agencies still don't have a clear, repeatable way to measure, diagnose, and fix them for clients. This guide cuts through the noise. Here's what Core Web Vitals actually measure, what good scores look like today, and how to improve them—without needing a dedicated performance engineer on every project. What Core Web Vitals measure Google evaluates three user experience signals to determine whether a page feels fast, stable, and responsive: Largest Contentful Paint (LCP) measures how long it takes for the biggest visible element on a page — usually a hero image or headline — to load. Google considers anything under 2.5 seconds good. Above 4 seconds is poor. Interaction to Next Paint (INP) replaced First Input Delay (FID) in March 2024. Where FID measures the delay before a user's first click is registered, INP tracks the full responsiveness of every interaction across the page session. A good INP score is under 200 milliseconds. Cumulative Layout Shift (CLS) measures visual stability — how much page elements unexpectedly move while content loads. A score below 0.1 is good. Higher scores signal that images, ads, or embeds are pushing content around after load, which frustrates users and tanks conversions. These three metrics are a subset of Google's broader Page Experience signals, which also include HTTPS, safe browsing, and mobile usability. Core Web Vitals are the ones you can most directly control and improve. Why your clients' scores may still be poor Core Web Vitals scores vary dramatically by platform, hosting, and how a site was built. Some of the most common culprits agencies encounter: Heavy above-the-fold content . A homepage with an autoplay video, a full-width image slider, and a chat widget loading simultaneously will fail LCP every time. The browser has to resolve all of those resources before it can paint the largest element. Unstable image dimensions . When an image loads without defined width and height attributes, the browser doesn't reserve space for it. It renders the surrounding text, then jumps it down when the image appears. That jump is CLS. Third-party scripts blocking the main thread . Analytics pixels, ad tags, and live chat tools run on the browser's main thread. When they stack up, every click and tap has to wait in line — driving INP scores up. A single slow third-party script can push an otherwise clean site into "needs improvement" territory. Too many web fonts . Each font family and weight is a separate network request. A page loading four font files before rendering any text will fail LCP, especially on mobile connections. Unoptimized images . JPEGs and PNGs served at full resolution, without compression or modern formats like WebP or AVIF, add unnecessary weight to every page load. How to measure them accurately There are two types of Core Web Vitals data you should be looking at for every client: Lab data comes from tools like Google PageSpeed Insights, Lighthouse, and WebPageTest. It simulates page loads in controlled conditions. Lab data is useful for diagnosing specific issues and testing fixes before you deploy them. Field data (also called Real User Monitoring, or RUM) comes from actual users visiting the site. Google collects this through the Chrome User Experience Report (CrUX) and surfaces it in Search Console and PageSpeed Insights. Field data is what Google actually uses as a ranking signal — and it often looks worse than lab data because it reflects real-world device and connection variability. If your client's site has enough traffic, you'll see field data in Search Console under Core Web Vitals. This is your baseline. Lab data helps you understand why the scores are what they are. For clients with low traffic who don't have enough field data to appear in CrUX, you'll be working primarily with lab scores. Set that expectation early so clients understand that improvements may not immediately show up in Search Console. Practical fixes that move the needle Fix LCP: get the hero image loading first The single most effective LCP improvement is adding fetchpriority="high" to the hero image tag. This tells the browser to prioritize that resource over everything else. If you're using a background CSS image for the hero, switch it to anelement — background images aren't discoverable by the browser's preload scanner. Also check whether your hosting serves images through a CDN with caching. Edge delivery dramatically reduces the time-to-first-byte, which feeds directly into LCP. Fix CLS: define dimensions for every media element Every image, video, and ad slot on the page needs explicit width and height attributes in the HTML. If you're using responsive CSS, you can still define the aspect ratio with aspect-ratio in CSS while leaving the actual size fluid. The key is giving the browser enough information to reserve space before the asset loads. Avoid inserting content above existing content after page load. This is common with cookie banners, sticky headers that change height, and dynamically loaded ad units. If you need to show these, anchor them to fixed positions so they don't push content around. Fix INP: reduce what's competing for the main thread Audit third-party scripts and defer or remove anything that isn't essential. Tools like WebPageTest's waterfall view or Chrome DevTools Performance panel show you exactly which scripts are blocking the main thread and for how long. Load chat widgets, analytics, and ad tags asynchronously and after the page's critical path has resolved. For most clients, moving non-essential scripts to load after the DOMContentLoaded event is a meaningful INP improvement with no visible impact on the user experience. For websites with heavy JavaScript — particularly those built on frameworks with large client-side bundles — consider breaking up long tasks into smaller chunks using the browser's Scheduler API or simply splitting components so the main thread isn't locked for more than 50 milliseconds at a stretch. What platforms handle automatically One of the practical advantages of building on a platform optimized for performance is that many of these fixes are applied by default. Duda, for example, automatically serves WebP images, lazy loads below-the-fold content, minifies CSS, and uses efficient cache policies for static assets. As of May 2025, 82% of sites built on Duda pass all three Core Web Vitals metrics — the highest recorded pass rate among major website platforms. That baseline matters when you're managing dozens or hundreds of client sites. It means you're starting each project close to or at a passing score, rather than diagnosing and patching a broken foundation. How much do Core Web Vitals actually affect rankings? Honestly, they're a tiebreaker — not a primary signal. Google has been clear that content quality and relevance still dominate ranking decisions. A well-optimized site with thin, irrelevant content won't outrank a content-rich competitor just because its CLS is 0.05. What Core Web Vitals do affect is the user experience that supports those rankings. Pages with poor LCP scores have measurably higher bounce rates. Sites with high CLS lose users mid-session. Those behavioral signals — time on page, return visits, conversions — are things search engines can observe and incorporate. The practical argument for fixing Core Web Vitals isn't just "because Google said so." It's that faster, more stable pages convert better. Every second of LCP improvement can reduce bounce rates by 15–20% depending on the industry and device mix. For client sites that monetize through leads or eCommerce, that's a revenue argument, not just an SEO argument. A repeatable process for agencies Audit every new site before launch. Run PageSpeed Insights and record LCP, INP, and CLS scores for both mobile and desktop. Flag anything in the "needs improvement" or "poor" range before the client sees the live site. Check Search Console monthly for existing clients. The Core Web Vitals report surfaces issues as they appear in field data. Catching a regression early — before it compounds — is significantly easier than explaining a traffic drop after the fact. Document what you've improved. Clients rarely see Core Web Vitals scores on their own. A monthly one-page performance summary showing before/after scores builds credibility and makes your technical work visible. Prioritize mobile. Google uses mobile-first indexing, and field data shows that mobile CWV scores are almost always worse than desktop. If you only have time to optimize one version, do mobile first. Core Web Vitals aren't a one-time fix. Platforms change, new scripts get added, campaigns bring in new widgets. Build the audit into your workflow and treat it like any other ongoing deliverable, and you'll stay ahead of the issues before they affect your clients' rankings. Duda's platform is built with Core Web Vitals performance in mind. Explore how it handles image optimization, script management, and site speed automatically — so your team spends less time debugging and more time building.
By Ilana Brudo March 31, 2026
Vertical SaaS must transition from tools to an AI-powered Vertical Operating System (vOS). Learn to leverage context, end tech sprawl, and maximize retention.
By Shawn Davis March 27, 2026
Automate client management, instant site generation, and data synchronization with an API-driven website builder to create a scalable growth engine for your SaaS platform.
Show More

Latest posts